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Educação

3 insights que o MBA USP/Esalq trouxe da Bett Brasil 2026 

Por Laura Gonçalves

Publicado em 18/06/2026

7 minutos de leitura

Descubra os 3 principais insights que o MBA USP/Esalq tirou da Bett Brasil 2026. Entenda como inteligência individual, coletiva e artificial estão transformando a educação e inspirando líderes do futuro.

Bett Brasil 2026, o maior evento de educação e inovação da América Latina, reuniu especialistas, empresas e educadores para discutir o futuro do aprendizado. Durante os quatro dias de evento, o MBA USP/Esalq esteve presente, participando de palestras, visitando estandes, conversando com especialistas e reencontrando alunos que hoje atuam em diferentes frentes da transformação educacional. 

O resultado? Três insights sobre como a educação, a tecnologia e a gestão podem se conectar para transformar o aprendizado. 

1. O cérebro aprende: a neurociência como aliada da educação 

Você já refletiu sobre o quanto os processos mentais influenciam diretamente a forma como aprendemos, interpretamos o mundo e tomamos decisões? Nesse contexto, a inteligência individual pode ser entendida como a capacidade de cada pessoa de assimilar conhecimentos, desenvolver o raciocínio, solucionar problemas e agir de maneira autônoma diante das mais diversas situações da vida. 

O desenvolvimento das funções cerebrais e os avanços da neurociência vêm sendo amplamente discutidos e aprofundados em eventos como a Bett Brasil 2026, onde se destacou como a compreensão e o gerenciamento das próprias emoções são elementos essenciais para o processo de aprendizagem. Cuidar da saúde mental, desenvolver relações humanas saudáveis e aplicar estratégias pedagógicas personalizadas contribuem para que cada estudante aprenda de forma autêntica, explore seus talentos, fortaleça sua autonomia e se sinta valorizado em seu próprio processo de desenvolvimento. 

Quanto mais entendemos como o cérebro processa e organiza informações, melhor podemos explicar diferenças cognitivas, aprender de forma mais eficiente e potencializar habilidades intelectuais. Ou seja: conhecer a mente é o primeiro passo para educar de forma mais eficaz. 

Durante a Bett Brasil 2026, tivemos a oportunidade de reencontrar Igor Proença, ex-aluno do MBA em Gestão Escolar USP/Esalq, que atualmente atua como autor e roteirista na NeuroEdu, um ecossistema de soluções educacionais voltado ao desenvolvimento e à aprendizagem de alunos neurodivergentes. Seu trabalho envolve a criação de materiais paradidáticos com intencionalidade pedagógica, linguagem acessível e foco no engajamento dos estudantes, além da coordenação de equipes multidisciplinares responsáveis por integrar conteúdo, ilustração e projeto visual.  A trajetória de Igor dialoga diretamente com o conceito de inteligência individual e com os avanços da neurociência na educação, ao reconhecer que cada aluno aprende de maneira única e que compreender os diferentes funcionamentos do cérebro é essencial para construir experiências de aprendizagem mais inclusivas, personalizadas e significativas. 

2. Conexões constroem conhecimento 

Enquanto a inteligência individual se concentra no desenvolvimento das competências, habilidades e potencialidades de cada pessoa de forma autônoma, a inteligência em grupo destaca o poder da colaboração como elemento fundamental para a aprendizagem e a resolução de problemas. Ela evidencia como a atuação coletiva permite a troca de conhecimentos, a integração de diferentes perspectivas e a combinação de habilidades complementares, possibilitando que equipes enfrentem desafios de maneira mais criativa, eficiente e inovadora. 

Na educação, essa colaboração se reflete diretamente na gestão escolar. Metodologias ativas, redes de aprendizado, práticas de sustentabilidade social e ambiental, e até as plataformas digitais se tornam espaços de pertencimento, troca de experiências e aprendizado coletivo. Ao mesmo tempo, essas ferramentas exigem que a escola atue na mediação de conflitos, na promoção de valores e na prevenção de problemas como o cyberbullying. 

Quando a gestão escolar promove decisões e aprendizados compartilhados, o aluno participa ativamente das atividades, desenvolve autonomia e contribui para a construção do conhecimento da turma. 

Essa visão colaborativa da educação também esteve presente nas experiências compartilhadas durante a Bett Brasil 2026, onde reencontramos Luiz Eduardo Pacagnella, ex-aluno do MBA em Gestão Escolar USP/Esalq e atualmente gerente pedagógico da Mundo Melhor Educação. A iniciativa é pioneira na integração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) à BNCC de forma transversal, utilizando metodologias inovadoras como projetos maker, jogos e aprendizagem ativa para trabalhar a sustentabilidade nos eixos econômico, social e ambiental.  

3. A inteligência artificial já está transformando a educação 

A inteligência artificial, IA, está mudando a maneira como aprendemos e ensinamos. Mais do que ferramentas de gestão ou apoio administrativo, ela possibilita personalizar o aprendizado, acompanhar o ritmo de cada aluno e estimular pensamento crítico e autonomia. 

A inteligência artificial também conecta habilidades individuais e esforços coletivos, criando soluções capazes de promover inclusão, equidade, inovação e justiça social. Ela abre espaço para discutir dilemas éticos, cidadania digital, desinformação e impactos sociais da tecnologia, ao mesmo tempo em que inspira novas abordagens de gestão educacional e estratégias inovadoras para o mercado. 

Na Bett Brasil 2026, foi discutido que o principal desafio da inteligência artificial nas escolas está em compreender de que forma ela pode ser utilizada como uma aliada do processo de ensino e aprendizagem. O debate destacou a importância da mediação ética no uso dessas tecnologias, o enfrentamento da desinformação, a prevenção do uso excessivo de telas e a necessidade de adaptação das práticas pedagógicas. Nesse cenário, a IA surge como uma ferramenta com grande potencial para enriquecer a aprendizagem, desde que utilizada de maneira consciente, segura e intencional. 

Durante o evento, também conversamos com Walter Soares, ex-aluno do MBA USP/Esalq e especialista em Data Science Analytics. Sua atuação reúne estatística, modelagem e desenvolvimento de soluções voltadas à análise de dados educacionais, com foco em avaliações de larga escala, desempenho escolar e aplicação da Teoria de Resposta ao Item, utilizando técnicas de Machine Learning. Sua trajetória representa de forma clara o avanço da inteligência artificial na educação, mostrando como o uso estratégico de dados e algoritmos pode apoiar decisões mais precisas, personalizar processos de aprendizagem e ampliar a compreensão sobre o desenvolvimento dos estudantes. Ao transformar grandes volumes de informações em conhecimento aplicável, Walter evidencia como a inteligência artificial pode contribuir para uma educação mais eficiente, inclusiva e orientada por evidências. 

Como o MBA USP/Esalq aplica esses insights 

O MBA USP/Esalq integra de forma prática e estratégica as três dimensões da educação: o desenvolvimento das competências individuais, a colaboração em grupo e o uso consciente da tecnologia e da inteligência artificial. 

Essas dimensões ganham vida nos dois cursos voltados à educação oferecidos pelo programa. No MBA em Gestão Escolar, os profissionais aprendem a liderar equipes, tomar decisões estratégicas e implementar uma gestão colaborativa, inclusiva e orientada para resultados. 

Já na Especialização em Neurociência e Aprendizagem na Educação, os educadores se aprofundam no funcionamento do cérebro, personalizam o ensino e utilizam recursos tecnológicos para potencializar a aprendizagem de forma ética e eficaz. 

Ao unir essas abordagens, o MBA prepara os alunos para enfrentar os desafios da educação contemporânea, transformar práticas pedagógicas e desenvolver soluções inovadoras que respondam às demandas de um futuro cada vez mais complexo e conectado.